Em fevereiro do ano passado eu e meu marido tivemos a melhor notícia de nossas vidas: íamos ter um bebê! Cerca de um mês e meio antes da descoberta tínhamos decidido que havia chegado a hora, afinal, já estávamos juntos há 8 anos e nos sentíamos preparados para começar a nossa tão sonhada família.
A descoberta foi emocionante. Meu ciclo menstrual sempre foi um reloginho e naquele mês, um atraso de seis dias e alguns sintomas (como uma incômoda dor nos seios) me levaram a me questionar sobre uma possível gravidez. No entanto, com a mesma intensidade com que eu sonhava com esse momento, eu temia não conseguir realizá-lo e tive dificuldade em acreditar que a minha tão esperada hora tinha finalmente chegado.
Decidi comprar um teste de farmácia desses bem baratinhos, R$ 5,00, e resolvi que faria o teste no dia seguinte, assim que meu marido saísse para trabalhar. Mas como Murphy parece estar sempre à espreita, no dia seguinte, meu marido, que sempre saía bem antes de mim para ir trabalhar, estava uma lerdeza só para se arrumar. Comecei:
Eu: - Anda, amor! Você está atrasado e está me atrasando também!
Ele: - Tô te atrasando por quê? Vai se arrumando também.
Eu: - Não! Eu gosto de te ver sair. Anda, vai!
Ele (todo triste): - Tô indo! Puxa, parece que você quer que eu vá embora logo...
Eu queria mesmo!!!! Rs... Estava super ansiosa para fazer o teste, mas não queria contar para o meu marido antes, para não frustrar suas expectativas se eu estivesse enganada. Já me bastava lidar com a minha própria ansiedade!
Finalmente fiz o teste e, cinco minutos depois, lá estavam elas: duas finas listras cor de rosa a me encarar timidamente. Meu coração parou. Será?
Fui para o trabalho com a cabeça fervilhando. Na hora do almoço, não resisti. Uma rápida ida à farmácia e um novo teste no banheiro da empresa. Meu Deus! Agora eram duas fortes listras cor de rosa me fitando!!!
Consegui segurar a onda e não contei nada para o meu marido. Como São Tomé, eu estava num esquema “só acredito vendo” e decidi fazer o exame de sangue na manhã seguinte. No trabalho escrevi uma carta do bebê para o papai. Essa seria a minha maneira de dar a notícia ao meu amor. O resultado do exame, previsto para às 16h, só saiu às 19h, quando eu saltava do ônibus perto de casa. Soube pelo celular.
Comecei a chorar compulsivamente. Que emoção! Quando cheguei em casa, meu marido já estava lá. Toquei a campainha e quando ele abriu a porta, me encostei na parede da sala e comecei a chorar ainda mais, sem conseguir parar ou sair do lugar. Estendi a mão e entreguei a carta para ele em um envelope pardo.
Nunca vou esquecer sua expressão ao ler. Primeiro, sentou no sofá com um olhar preocupado (depois ele me disse que achou que eu tinha sido demitida do trabalho!) e, de repente, vi seus olhos brilharem e um sorriso largo tomar conta do seu rosto. O abraço que se seguiu à descoberta foi o mais doce e o mais feliz desse mundo. E foi assim que soubemos que a nossa família estava começando.
Baby, que bom vc por aqui! Amei saber que se rendeu aos blogs! Logo vai perceber que é uma forma maravilhosa de babarmos em nossos pequenos e ainda compartilhar as babas com os amigos. Amei a primeira história. Um ótimo primeiro capítulo. hehe Beijocas em vcs três e um especial para o pequeno.
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