Meu amor.
Você está crescendo a olhos vistos e acompanhar sua caminhada me deixa tão feliz e emocionada que sinto vontade de contar para você mais um pouquinho dessa doce experiência.
Você não imagina a minha felicidade quando você pega sua “bú” e, cheio de decisão, nos convida a jogar futebol, correndo de um lado para o outro e chutando sua tão querida amiga redonda! E o que dizer dos seus abraços (tão apertados, com os bracinhos em volta do meu pescoço e sempre acompanhados de um “Ah, mamãe!”, enquanto as mãozinhas acariciam sem parar minhas costas e cabelos), carinhos e beijinhos (tão molhados e estalados)?
Como não se render à sua fofura quando você traz um livrinho e se senta sem nenhuma cerimônia em nosso colo para ouvir uma história, ou quando você abraça e beija seu gatinho preto de pelúcia? E que coisa mais linda quando você olha para a Sandy e para o Napo e abraça e acaricia tão delicadamente seus amigos peludos, ou mesmo quando resolve dividir com eles o seu biscoitinho!
Impossível resistir à sua alegria e agitação quando fingimos correr atrás de você para pegá-lo... a seus sorrisos ao se esconder atrás da cortina transparente da sala... a seu cuidado e sua concentração ao descer o micro degrau que vai da sala de casa para a varanda... e mesmo ao seu hábito incontrolável (e meio cansativo, confesso) de “colher” as bolinhas da árvore de Natal. Impossível resistir também ao seu tão educado “bidada!” (obrigado!) quando lhe damos alguma coisa, a seu modo irresistível de imitar o som dos animais e a todas as lindas palavrinhas que já fazem parte de seu vocabulário!
Como não te amar loucamente ao ver sua carinha inchada e sorridente ao acordar... Sua felicidade tão evidente e expansiva quando a mamãe e o papai chegam do trabalho... Sua loucura por sorvete e chocolate... Aquele “hum” que você exclama, animado, ao ganhar um biscoito maisena... Sua animação ao espirrar água com as mãos no chuveiro... Sua doce surpresa ao encontrar um pedaço de linha, um rolo de papel higiênico, um cartão de visitas, uma garrafa pet, um papel de bombom amassado e tantos outros tesouros abandonados pelo chão.
É tão incrivelmente fofo ver seus bracinhos levantados, comandando um “ooooooolaaaaa”, quando a mamãe liga o liquidificador para preparar sua vitamina de frutas... Suas palmas ao terminar as refeições... Sua falta de cerimônia ao “invadir” um jogo de futebol de crianças bem mais velhas na pracinha, querendo jogar também... Seu olhar impressionado ao ver o Patinho Feio chorando ao ser rejeitado pelos irmãozinhos em seu querido livrinho... Seu carinho tão especial com os velhinhos... Seus olhinhos sempre tão brilhantes e cheios de vida... Seu sorriso de covinha, sempre tão iluminado, aberto e feliz.
E quando você quer ajudar a botar a mesa, a guardar as frutas na cesta, a levar a toalha de banho que o papai esqueceu de pegar, a apertar (todos) os botões do elevador, a empurrar seu carrinho de bebê, a buscar o meu sapato quando me arrumo para o trabalho, a (“des”)pendurar sua roupinha lavada no varal? Que gracinha, meu amor!
E – essa parte você não precisa saber agora! – como é engraçado ver sua carinha sorridente ao levar uma bronca, seu olhar safado ao fingir que não sabe que está fazendo algo que não deve e seu muxoxo quando o papai o coloca durante “longos” um minutinho de castigo para pensar no que fez!
Como é emocionante vê-lo crescer tão esperto, feliz e seguro, e vê-lo conquistar sua liberdade e se alegrar tanto com ela! Peço a Deus todos os dias para iluminar a mim e a seu pai, para que tenhamos saúde e sabedoria para orientá-lo a ser um homem de bem, para educá-lo com sucesso e para, neste mundo tão louco, sermos capazes de protegê-lo sem exageros. E acima de tudo, agradeço a Deus todos os dias por ter me mandado você para ser meu filhinho tão querido e tão meu amigo.
Te amo sempre mais, incondicionalmente e infinitamente. Sou totalmente mais você, meu amor.
Fato que vocês já estão conseguindo fazer do Pedro uma criança do bem e super fofo! Bjs, Luiza
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