segunda-feira, 29 de março de 2010

A polêmica (vacina da) H1N1

Tenho visto uma grande polêmica em alguns blogs de mães sobre dar ou não a vacina contra a H1N1 em seus filhotes. Acredito firmemente que essa é uma decisão de cada um, e que deve ser tomada com cuidado e, acima de tudo, com responsabilidade. Então, vou contar apenas a minha opinião, sem com ela querer influenciar ninguém, ok?

Eu vacinei meu filho, de 1 ano e 5 meses, contra a H1N1. E eu e o maridão também iremos nos vacinar quando chegar a nossa vez.

Entendo todas as preocupações relacionadas à segurança dessa vacina (e acho que isso vale para QUALQUER vacina), mas não acredito em teorias da conspiração sobre empresas que querem vender medicamentos encalhados para ganhar dinheiro pondo em risco a saúde e a vida das pessoas. Gente, a vacina é indicada pela OMS e pelo Ministério da Saúde, as entidades que merecem mais credibilidade e confiança em se tratando de saúde. Ou, pelo menos, que merecem a minha confiança.

Fora isso, durante toda a vida eu me vacinei todas as vezes em que houve uma campanha voltada para pessoas com a minha idade, sexo e tal. Sempre acho que é melhor prevenir do que remediar, e imagino como eu me sentiria péssima se um dia pegasse uma doença contra a qual poderia ter me protegido tomando uma simples vacina.

Riscos existem, sim. Mas será que vale a pena arriscar ver nossos filhos contraírem uma doença que poderíamos evitar ou ao menos suavizar?

Quando eu era criança, meu irmão teve uma grave alergia a uma vacina contra meningite que o levou ao hospital de emergência. Um susto daqueles. Eu e minha irmã tomamos a mesma vacina, no mesmo dia e lugar e não tivemos nada. Meu irmão foi uma exceção.

É claro que quando se trata do nosso filho, não interessa se ele é ou não uma exceção, mas conheci um bebê que teve meningite e ficou com graves sequelas para sempre. Será que não foi melhor a minha mãe correr o risco do que nos deixar desprotegidos? Quando o meu filho nasceu, eu o levei para tomar todas as vacinas contra meningite sem pestanejar, apesar do que aconteceu com meu irmão. Fiz isso porque acho que os riscos que a decisão de não vacinar pode trazer são maiores do que os riscos de uma reação de alergia à vacina etc.

Enfim, é isso. Fiz o que o meu coração mandou, e cada um que siga o seu.

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