quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tem um bebê na barriga da mamãe!!!!

Assim que descobrimos que um segundo bebê estava a caminho, eu e o maridão pensamos em como dividir a boa nova com o Pequeno, agora alçado ao importante posto de irmão mais velho.

Começamos com aquela velha história de que havia um neném na barriga da mamãe. Mas notamos que Pequeno achou tão cômica e louca a idéia de imaginar um bebê dentro da minha barriga, que simplesmente tinha acessos de riso quando mencionávamos o assunto e achava que aquilo era uma brincadeira realmente muito engraçada.

Aos poucos, fomos tentando explicar a ele com mais detalhes que havia um neném bem pequenininho na barriga da mamãe, que seria seu irmãozinho ou irmãzinha. Estranhamente, a ideia de que havia um irmão ou irmã dentro da mamãe pareceu bem menos inviável para nosso filhote do que a ideia de um bebê em si, e ele logo aprendeu a dizer "imão" e "imã", enchendo a barriga da mamãe de carinhos.

Até que um dia, após uma sessão de beijinhos na barriga, Pequeno vira todo contente para mim e para o papai e, apontando para minha barriga, dispara: "— Mão!" e mostra encantado suas próprias mãozinhas. Opa! Sinal de alerta: será que ele imaginava que havia apenas uma mão dentro da minha barriga????? Pelo menos eu e o maridão estamos aguardando por um bebê completo...

Foi aí que resolvi mudar de tática: procurei em revistas por fotos de famílias com quatro integrantes, um deles sendo um bebê. E passei a apresentá-las para o filhote da seguinte maneira: "— Olha só, filho! Mamãe, papai, neném (ou menino, que são as duas maneiras como Pequeno se autodenomina) e irmão". E não é que funcionou? Hoje vejo que Pequeno sabe perfeitamente que o irmão (ou irmã) é um bebezinho. E é assim que ele passou a chamar os bebês pequenos que vemos pela rua: "— Imão!".

Fora isso, compramos um livro chamado "Vou ganhar um irmãozinho", que fez o maior sucesso lá em casa e também ajudou nosso filhote a tornar a idéia de um irmãozinho um pouco menos abstrata.

Hoje, Pequeno enche minha barriga de beijos e carinhos espontâneos e frequentes chamando pelo "imão" ou "imã", oferece sua mamadeira e sua chupeta para o meu umbigo (afinal, o bebê também precisa tomar leite ou "pupo", digo, suco, né?), chama pelo irmão assim que acorda e me vê, e não deixa de lhe dar um beijinho de boa noite ao deitar (sem que eu ou o papai precisemos lembrá-lo disso). Ele já até sabe direitinho o nome que escolhemos para o caso do bebê ser um menino ou de ser uma menina. Uma graça! Definitivamente, o "imão" ou "imã" já faz parte do dia a dia de nosso filhinho.

É claro que o fato de Pequeno estar entendendo e aceitando tão bem a idéia de que tem um bebê na minha barriga não significa que ele imagine que um dia o bebê vai sair lá de dentro e passar a morar na casinha dele, dividindo carinhos e atenções, né? Se até para um adulto essa é uma ideia estranha, imagine para um bebê de 1 ano e 7 meses? Mas acredito que estamos no caminho certo, e ainda temos alguns meses pela frente para explicar todas as mudanças ao Pequeno. Agora, uma coisa é certa e já nos enche de orgulho: o novo bebê vai ter um grande irmãozinho mais velho!


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