segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Primeira viagem – parte I

No final de setembro, eu e o maridão recebemos a visita de um casal de amigos muito querido, que veio de Portugal para passar férias no Rio. E junto com os amigos, recebemos uma proposta irrecusável: levá-los para conhecer Ilha Grande, um dos lugares mais lindos desse mundão.

O desafio? Seria nossa primeira viagem com o Pequeno. Como será que ele iria se comportar? Será que iria dormir bem fira de casa? Teria medo do mar? Gostaria de pisar na areia? O que precisaríamos levar?

Com um bebê de 11 meses a tiracolo, os preparativos para a viagem começaram com bastante antecedência para que nada fosse esquecido. Para dar uma pequena idéia do tamanho da bagagem, seguem algumas das coisas que levamos: roupas, fraldas, fralda para piscina, toalha de banho, manta, casaco, gorro, boné, sapatos, produtos de higiene, protetor solar, loção pós sol, loção antimosquito, remédios (para febre, nariz entupido, dente nascendo, picada de mosquito...), termômetro, brinquedos, piscina, barraca de praia, mamadeira, prato, colher, chupetas, frutas para suco e lanche, espremedor de laranjas, leite Ninho, água mineral sopinhas e sobremesas Nestlé, carrinho, capa de chuva para o carrinho... enfim, a lista é interminável, mas, felizmente, foi perfeita: não precisamos de nada que não tivéssemos levado. É claro que vimos que poderíamos ter comprado algumas coisas na Ilha, como água mineral e frutas, para diminuir a bagagem, mas na dúvida é melhor pecar pelo excesso que passar perrengue! Rs...

Na ida, tudo ótimo. Saímos de casa por volta das 6 da manhã em direção à Mangaratiba, onde pegaríamos a barca que nos levaria à ilha. Pequeno dormiu no carro durante todo o trajeto. Já na barca e acordado, se divertiu horrores, achando uma graça danada na paisagem e fazendo todo o possível para chamar a atenção dos desconhecidos que embarcaram conosco. Não enjoou e estava de ótimo humor. No final da viagem, várias pessoas já chamavam o Pequeno pelo nome e ele, todo prosa, respondia com muitos acenos e beijos.

O tempo não estava muito bom quando chegamos ao nosso destino. Muito nublado e bem fresquinho. Caminhamos, almoçamos e depois decidimos fazer a trilha da Vila do Abraão, que é a mais fácil de todas e que poderia ser feita com segurança na companhia de um bebê.

Levamos Pequeno em seu carrinho e ele amou ver as borboletas, micos e esquilos que encontramos no caminho. Depois, dormiu suavemente por boa parte do trajeto. Em um dado momento da trilha, era impossível passar com o carrinho, então eu, papai e os casal de amigos levantamos o carrinho com Pequeno e continuamos a trilha, um pouco mais pesados, é verdade, mas com a mesma animação. Tivemos um pequeno percalço, com um episódio de perda total na fralda de Pequeno que me levou a trocá-lo no alto de uma pedra. Me senti tão índia nessa hora! Rs...

O restante da trilha foi percorrido sem problemas e a noite foi bem tranquila, com caminhadas pelas ruelas do vilarejo e jantar num delicioso restaurante especializado em crepes. Pequeno estranhou um pouco o quarto da pousada e demorou a pegar no sono porque ficava olhando para tudo e falando à beça em “bebenês”. Mas quando dormiu, no meinho da mamãe e do papai, foi direto até de manhã.

Para o dia seguinte, agendamos um super passeio de barco que me deixou bem apreensiva. Como seria passar o dia inteiro no barco com um bebê de 11 meses?

2 comentários:

  1. Adoro Ilha grande e desde que fiquei grávida pensava que ia ficar uns anos sem voltar lá... seu post está sendo inspirador! Tô doida para saber como ele se comportou no barco!!
    Estou indo com o Matheus (com 2 meses...) para Rio das Ostras e já estou apreensiva!
    Beijos

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  2. Oi, Cath!
    Amei a viagem e tenho certeza de que a sua viagem para Rio das Ostras com o Matheus será maravilhosa também!
    Fazer uma lista com tudo o que vai precisar com antecedência é o primeiro passo para o sucesso! Rs...
    Bjs

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