A viagem de barco faria o seguinte percurso: Vila do Abraão – Lagoa Verde – Ponta do Aripeba – Lagoa Azul – Japariz (com parada para o almoço) – Saco do Céu – Vila do Abraão. O barco sairia às 10:30, com previsão de retornar às 17:00. Confesso que estava bem nervosa com esse passeio. Seriam muitas horas dentro do barco e eu não sabia como o Pequeno iria se comportar. Mas foi tudo bem melhor do que eu imaginava.
Logo ao entrar no barco, preparamos uma área legal para que o Pequeno pudesse brincar em cima de uns colchonetes disponíveis no barco. Levei tudo o que julguei ser necessário para que Pequeno mantivesse a rotina no que diz respeito aos horários das refeições e sonecas, e muitos brinquedos para distrai-lo. E Pequeno me surpreendeu. Estava super bem humorado, brincou, mamou, comeu, dormiu, tudo normalmente. Até fez amizade com uma garotinha um pouco mais velha, de dois anos, e brincou a valer com ela, trocando brinquedos e tal. Depois, achou a maior graça em ver o papai e nossos amigos mergulharem, e também gostou de brincar com outras pessoas que estavam no passeio (e que obviamente não conhecíamos).
A única questão é que eu não tive coragem de descer nas praias com ele. Como ventava muito no barco, fiquei com medo dele se molhar e depois ficar no vento; tive medo de descer com ele direto no meio do mar e a água estar muito fria para ele (já que não havia cais para o barco aportar)... e outras inseguranças de mãe de primeira viagem literalmente em sua primeira viagem. Então, eu não aproveitei tanto quanto poderia, pois só desci com Pequeno na Praia de Japariz, onde havia porto e seria o almoço. O maridão até insistiu para que eu descesse um pouco, que ele olhava o Pequeno no barco, mas eu não sou muito de mergulhar e ele ama mergulhar (levou todo o equipamento etc), de forma que fiquei com pena de cortar o barato dele e preferi ficar com meu bebê e só descer do barco em Japariz.
Mas, ainda assim, foi tudo ótimo e Pequeno se portou muito bem. Tivemos direito até a show de golfinhos, com cerca de seis desses simpáticos animais nos dando as boas vindas com seus lindos saltos. Inesquecível!
A noite novamente foi tranqüila e decidimos que nosso último dia na ilha seria passado na Praia do Galego, que fica no meio da trilha da Vila do Abraão. Tranqüila e quase deserta, com uma área de sombra perto de várias árvores, essa praia nos pareceu o melhor cenário para o primeiro banho de mar do Pequeno. Meu marido, que é um verdadeiro peixe e completamente apaixonado pelo mar, estava super ansioso por descobrir qual seria a reação de nosso bebê na água.
O dia amanheceu lindíssimo e lá fomos nós para a Praia do Galego. Montamos nosso “acampamento”, com direito a duas barracas, piscininha, cangas e toalhas estendidas no chão e nos preparamos para ver a reação do Pequeno ao tocar na areia. Para nosso espanto, ele não teve nenhum nervoso! Colocou sua mãozinha na areia e depois olhou espantado para a palminha da mão toda suja de preto (a areia dessa praia é bem escura), passou os dedinhos na areia, sacudiu as mãos para limpá-las e... mãos na areia de novo! Que legal! Ele adorou a brincadeira.
Depois, eu e o meu marido fomos com o Pequeno até a beirinha do mar. Me abaixei ao lado dele e deixei que ele sentisse a água fresca em seus pezinhos. Ele ficou todo sorridente, mas agarrava bem firme em mim. Depois, nós três entramos juntos na água e meu marido ficou segurando o Pequeno. Não estávamos preparados para tanta alegria! Como o Pequeno ficou feliz! Foi a coisa mais linda do mundo ver a sua felicidade e a graça que ele achava quando a água batia em seu corpinho. Uma coisa linda de ver e de viver!
Pequeno também adorou brincar com seus brinquedinhos na piscina, ver a maria-da-praia (uma espécie de siri branquelo que cismou de ficar perto da gente durante toda a nossa estadia na praia) e andar na areia. Depois, mamou e acabou dormindo todo enroladinho debaixo do guarda-sol. Voltamos para a pousada com ele dormindo no colo no papai.
Nossa experiência na praia foi a melhor possível. Minha única neurose foi em relação ao protetor solar: o Pequeno já não agüentava mais ser besuntado com aquele creminho branco! Fiquei verdadeiramente obcecada em protegê-lo do sol. Rs... Uma coisa que me ajudou foram os adesivos com sensor solar da Turma da Mônica. Bastava colar um na cabeça do Pequeno ou no boné e aguardar. O adesivo muda de cor conforme aumenta a exposição aos raios do sol, indicando que é hora de reforçar a proteção. É ótimo e uma segurança a mais. Também usei o protetor solar da Mônica para bebês, com FPS 50, e gostei muito. Pequeno praticamente não se queimou e eu fiquei super satisfeita (Valeu a dica, Baby!). Fora isso, também o deixei de camiseta e boné quando achei que o sol começou a ficar mais forte, e fomos embora cedo da praia.
Enfim, foram dias maravilhosos e inesquecíveis. Em relação ao comportamento de Pequeno, só tivemos dois contratempos: 1) ele resolveu que não queria mais trocar fraldas. Talvez o contato com a natureza o tenha feito desejar voltar aos tempos do naturismo e anda peladão por aí. Dessa forma, ele passou a fazer um show com direito a gritos e muito choro para trocar a fralda. (isso passou completamente quando chegamos em casa!); e 2) na volta para casa, Pequeno chorou por quase 1 hora porque não queria ficar preso na cadeirinha do carro. Stress total. Aliás, ele está odiando essas cadeirinhas, mas isso é assunto para outro post.
No final de tudo, o saldo de nossa primeira viagem com o Pequeno foi ultra positivo. Recomendo e pretendo repetir!
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