terça-feira, 18 de maio de 2010

Ado...cão!

Adoro cachorros. Acho que nessa vida não há bichinhos mais amigos e carinhosos que eles. E eu sempre quis ter um cachorrinho, mas esse desejo – meu e dos meus irmãos – não era compartilhado pelos meus pais, que sempre davam a desculpa de que nós já tínhamos um cachorrinho na casa da vovó.

No final de 2001, perdi a minha querida avó materna, e essa foi uma tristeza sem fim para toda a família, já que a minha avó sempre foi figura chave na vida de todos nós. E a ferida ainda doía muito quando, em fevereiro de 2002, recebi uma ligação da minha irmã caçula, avisando que tinha pego uma cachorrinha que seria abandonada pelos donos, e que a estava levando para nossa casa. Eu já imaginei o chilique dos meus pais, mas me compadeci com a história da cachorrinha e até saí mais cedo do trabalho para me encontrar com meus irmãos e bolarmos juntos uma maneira de convencer nossos pais a aceitá-la em nossa casa.

E quando vi a Sandy – uma cocker spaniel dourada, de 2 anos de idade e linda de viver – foi amor à primeira lambida! Ela estava em péssimas condições, imunda, com chicletes colados na orelha, cheia de pulgas e tudo o mais, mas era um doce de tão carinhosa. Nunca consegui entender como seus donos puderam abandoná-la. A história era que as crianças da casa não cuidavam dela e a mãe estava “de saco cheio do trabalho”. Então, a família toda iria viajar no carnaval e deixá-la sozinha em casa com um pote de comida e uma vasilha de água (para 1 semana! Oi?). Se ela sobrevivesse, eles a soltariam na rua quando chegassem de viagem. Quanto amor, né?

Bom, mas na minha casa a história foi bem diferente. A Sandy comoveu meus pais e, em pouco tempo, reinava absoluta lá em casa, cheia de amor, carinhos e privilégios. E sua alegria e carinho foi uma grande ajuda para superarmos a tristeza daquele momento tão difícil.

A Sandy foi o primeiro cão que adotamos.

Em 2004, quando já havíamos nos mudado para uma casa bem grande, os cachorrinhos do meu marido (na época meu namorado) tiveram filhotes. Um conseguiu dono rapidamente, mas o outro não, e os pais do meu namorado já haviam dito que não ficariam com ele. E foi assim, que o Napoleão, um poodle toy branquinho fofo, fofo, fofo entrou na nossa casa e nos nossos corações.

Nesse momento, minha mãe nos avisou que a “cota de cães” já estava encerrada, mas uns 2 anos depois eu e minha irmã encontramos um vira-latas grandalhão todo machucado na nossa rua. Minha irmã, estudante de veterinária, logo resgatou o bichinho, que internamos numa clínica veterinária para tratamento. Ao mesmo tempo, começamos a procurar um dono para ele, o que previsivelmente não encontramos: afinal, vira-latas, grande e velhinho (com cerca de 8 anos), ninguém queria. Foi aí que tomamos a decisão e levamos o Barney para nossa casa, afinal, como poderíamos colocá-lo na rua de novo?

Depois que me casei, os três cães continuaram na casa de meus pais – já que moro em um apê pequeno e maridão não é muito fã de animais dentro de casa; para ele, só no quintal! –, mas fico muito feliz por ver como meu filho convive lindamente com seus amigos peludos, que, em contrapartida, o adoram e permitem que ele os faça de “gato” e sapato.

Toda essa história foi para dizer que ter cachorros é maravilhoso, e que, como diz a campanha da Pedigree, adotar é tudo de bom! Então, quem estiver interessado em ter um cãozinho em casa, pense na adoção, em dar um lar cheio de amor a um animalzinho abandonado, em vez de desembolsar centenas de reais para comprar um filhotinho que terá muito mais chances de conseguir um lar. Tenho certeza de que a gratidão e o amor que esses bichinhos sentem – e demonstram – valem muito o esforço!

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