terça-feira, 11 de maio de 2010

Laringite (ou o primeiro grande susto)

Filho, nos últimos dias você nos deu um susto daqueles, e achei importante registrar aqui a primeira vez em que você ficou seriamente doente.
Na última terça, você iria tomar a 2ª dose da vacina contra a H1N1, mas acordou febril e achei melhor não vaciná-lo naquele dia e, em vez disso, levá-lo ao pediatra. A febre era bem baixinha, 37,6º, e você continuava brincando e animado.
Saímos do pediatra sabendo que um resfriado estava por vir e que a sua garganta estava irritada. Voltamos para casa, e você logo começou a tomar os medicamentos receitados.
Na quarta-feira, eu e o papai fomos trabalhar, mas a vovó Clara me ligou no final da tarde para avisar que a sua febre estava bem alta, 39º, e que você estava fazendo um grande barulho ao respirar, meio que “roncando”. Saí do trabalho mais cedo para te ver. E que susto, meu amor! Sua respiração era ofegante e fazia um barulhão!
Na manhã seguinte, corremos para o pediatra. O diagnóstico: laringite, com a laringe tão inchada que estava dificultando a sua respiração. Seu peitinho chegava a fazer um buraco entre os pulmões e a barriga quando você respirava, totalmente desanimado, deitado no colo da mamãe. O pediatra bem que tentou disfarçar, mas vi o alarme em seus olhos (e nas ligações constantes e diárias que recebi dele nos dias que se seguiram).
Você tomou um medicamento no consultório mesmo, e mais dois foram receitados para uso imediato, além de nebulização três vezes ao dia. Se até o início da noite sua respiração não melhorasse, ficando menos ofegante, teríamos que interná-lo para ficar em observação e tomar uma medicação venosa.
O que eu senti nesse momento, nem dá para descrever, filho. Como eu queria trocar de lugar com você, fazendo passar todo o seu mal estar. E como doeu me sentir impotente, sem poder fazer muita coisa para te proteger. Fiz tudo o que pude para te aliviar e fiquei agarradinha com você o tempo todo. Saber que você se sentia confortado por estar comigo era um alento para mim; e ter você coladinho em mim me fazia parecer que nada de mau poderia te atingir, pois eu não permitiria!
O papai também veio mais cedo do trabalho, e ficamos os dois cuidando de você e rezando para que você melhorasse um pouquinho que fosse, para que não precisássemos interná-lo.
E, como sempre, Deus e o seu anjinho da guarda estavam de olho, e você começou a melhorar. A internação não foi necessária e aos poucos as melhoras puderam ser notadas.
Aí, filho, passado o medo e o susto, eu chorei. Chorei muito, de medo, de dor, de alegria, de gratidão. Chorei de amor. De um amor imenso e infinito, muito maior do que o meu coração pode conter.
E você melhorou. Está feliz, correndo e fazendo mil e umas besteiras sem parar. Exatamente como deve ser e como eu adoro que seja. A tempestade passou e os bons ventos voltaram a soprar – graças a Deus, ao seu anjinho da guarda, e ao nosso querido pediatra!

Nenhum comentário:

Postar um comentário