Era sábado, dia do chá de bebê da Luiza, primeira filhinha de uma prima muito querida. Presentes comprados, dia programado... e um cansaço tão grande que mandou embora a minha coragem de sair de casa. Mandei uma mensagem de celular para a minha prima pedindo um milhão de desculpas, e fiquei em casa com o maridão e o filhote.
Para completar, o Pedro estava especialmente levado e agitado nesse dia, e só congui colocá-lo para dormir por volta de onze horas da noite - detalhe que ele geralmente dorme por volta de 21:30... Com o filhote dormindo com o papai, aproveitei para dar um jeito na casa e só fui me deitar lá pela meia-noite.
Uma hora e meia depois, acordei com uma sensação estranha, as costas doloridas... Uma luzinha vermelha logo se acendeu e me lembrei de um outro dia muito especial, há pouco mais de 2 anos atrás, que mudou para sempre a minha vida: o nascimento do Pedroca.
Levantei da cama e resolvi ficar um pouco acordada, assistindo TV, para ver como as coisas iriam evoluir. Quando o incômodo aumentou, liguei o aquecedor e fui tomar um banho quentinho, sabendo que já era a hora. Fim do banho, me arrumei e só então fui acordar o maridão, que levantou em um pulo! Nesse momento, as contrações já eram dolorosas o suficiente para me fazer parar tudo e me concentrar apenas nelas, e ocorriam com intervalos bem pequenos, de cerca de 5 minutos.
Falei que estava na hora de irmos para o hospital e liguei para meus pais. Minha madrinha veio ficar com o Pedro e meus pais decidiram ir conosco para a maternidade. Liguei para a minha médica, me despedi do Pedroca (que dormia pesado), e saí. Pelo menos eu já tinha explicado antes para o Pedro que estava chegando a hora do Felipe pedir para sai da barriga da mamãe, e que nesse dia eu teria que ir para o hospital para que a Dra. Ana Elisa me ajudasse a puxar o Felipe para fora! Rs...
Fui examinada assim que cheguei na maternidade, por volta de 03:40 da madrugada de sábado para domingo, e já estava com 7 cm de dilatação. Então, fui direto para a sala de parto humanizado, acompanhada pelo maridão, já devidamente paramentado para acompanhar o nascimento do nosso filhote. Lá foi feita a "cardiotocografia", exame que monitora os batimentos cardíacos do bebê durante as contrações, e, graças a Deus, o Felipe estava ótimo.
O clima na sala de parto era o mais leve e descontraído possível, a equipe médica fazia brincadeiras e me mantinha tranquila, lembrando que eu já tinha passado muito bem por tudo isso antes e já sabia o que deveria fazer. E, embora ao longo da gravidez eu me sentisse um pouco tensa em relação ao parto por temer que algo acontecesse e eu faltasse para o Pedroca, que ainda é tão pequenino, quando chegou a hora do Felipe nascer eu me sentia incrivelmente calma.
As contrações foram ficando cada vez mais fortes e doloridas, já acompanhadas pela pressão que o bebê fazia para nascer. Nessa hora, o anestesista me aplicou a peridural. Minha médica chegou um pouco antes da aplicação da anestesia e fez o toque em seguida: eu já estava com 9 cm de dilatação. Hora de trabalhar!
Cerca de 20 minutos depois, com meu marido ao meu lado o tempo todo segurando a minha mão, comecei a fazer força para empurrar o meu bebê. Minha bolsa d'água só estourou durante o expulsivo. E foi preciso fazer muita força, mas às 06:14 segurei o Pipe nos braços pela primeira vez. E chorei, chorei, chorei.
E se alguém pensa que já ter passado por isso uma vez diminui a emoção está imensa e redondamente enganado! Sentir o Felipe saindo de dentro de mim e pegá-lo no colo pela primeira vez, conhecer meu segundo bebê, foi tão emocionante quanto seria se eu nunca tivesse vivido essa experiência antes. Fui dominada por uma onda de amor e felicidade e meu coração ganhou mais um dono.
Pipe veio para o meu colo assim que nasceu e lá permaneceu por um bom tempo, até ser levado - na companhia do papai - para os exames iniciais. Obteve apgar 9 e 10 e chegou nesse mundão cheio de saúde. Mamou pouco depois, quando já estávamos no quarto, e, apesar de ser um pouco preguiçoso no início, logo aprendeu a pega correta e permanece mamando maravilhosamente bem até hoje - e, se Deus quiser, assim permanecerá por muito tempo!
Minha recuperação foi ainda mais rápida do que quando tive o Pedro, até porque a episiotomia não foi necessária dessa vez. Tive apenas uma dorzinha no cóccix que durou uns dois dias e que, segundo minha médica, foi uma inflamação bem comum causada pela movimentação desse ossinho durante o parto.
Assim, para o "choque" dos amigos e familiares, posso dizer sem sombra de dúvidas que estou pronta para outra! Rs...
Q maravilha!
ResponderExcluirFoi um dos partos mais calmos q eu li.
Parabéns pra vcs :D
Oi, desculpe a invasão...mas o assunto do parto me interessou..rs...(estou de 25 semanas)
ResponderExcluirachei maravilhoso seu relato, de 2 partos normais...e sua calma no segundo foi mto bacana!!!
espero conseguir ser assim tb!!!
bjobjo