sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A chegada da Helena - parte I

Após 2 anos de obras, nos mudamos para a nossa tão sonhada casa nova 9 dias antes da sua chegada. O barrigão de 9 meses deixou as coisas mais lentas, mas com a ajuda da vovó Clarinha e da Babú, conseguimos arrumar o seu quartinho e deixar tudo pronto para te receber. E agora, Helena, é hora de te contar como você chegou nesse mundão.

Exatamente como fiz quando esperava seus irmãos, comecei a trabalhar de casa para aguardar o seu nascimento quando completei 38 semanas de gestação. E no meu 9º dia em casa, uma sexta-feira, passei o dia envolvida com a organização da nossa nova casinha. O papai estava no trabalho e a Babú estava aqui em casa, me ajudando a cuidar do Pipe, que ainda não estava na escolinha. A vovó Clarinha passou para nos visitar e trouxe um delicioso pão quentinho.

Então, por volta de 16:50, desci com o Pipe, a Babú e a vovó Clarinha para tomar um lanchinho, antes que eles três saíssem para buscar o Pedroca na escola. Conversamos animadamente e, quando todos saíram, fui lavar a louça do lanche. Bem nesse momento, senti uma pequena fisgada na barriga. Nada demais.

Quando terminei de cuidar da louça, resolvi subir para trocar de roupa, pois o elástico da minha calça estava me incomodando um pouco. No meio da escada, mais uma fisgadinha no "pé da barriga". E quando cheguei ao segundo andar, uma dor mais forte me fez sentar no chão. Eu já não tinha dúvidas, filha. Eu estava em pleno trabalho de parto, e aquela era uma das fortes ondas que me trariam você.

Fui para o seu quarto, troquei de roupa e liguei para o papai e para a minha médica. Eram 17:23. O tio Diogo chegou lá em casa exatamente nesse momento, com a tia Bia, para se despedir de nós: você nasceu no mesmo dia em que ele embarcou para uma temporada de 2 meses na Irlanda!

Quando a Babú chegou da escola com o Pedro e o Pipe, não conseguia acreditar que eu realmente estava indo para a maternidade, afinal, menos de 20 minutos antes estávamos lanchando e conversando na cozinha, e eu não sentia nada além do cansaço que me acompanhou nesse finalzinho de gravidez. Agora, eu já sentia contrações com intervalos de menos de 10 minutos.

A vovó Clarinha voltou para nossa casa assim que foi avisada e foi com nós duas e o papai para a maternidade. E é nesse momento que a sua história ganha um ar desses filmes de aventura emocionantes que vemos por aí. Eram 6 horas da tarde (plena hora do rush) de uma sexta-feira quando saímos de casa em direção à maternidade... que ficava na Barra da Tijuca!

Seguir pela Linha Amarela nos pareceu a opção mais viável naquele horário caótico e começamos com sorte, com o trânsito seguindo razoavelmente bem. Até que, de repente, tudo parou.

Ou melhor, quase tudo. Porque você, meu amor, estava mesmo decidida a chegar!

Um comentário: